Vem brincar (Come play, EUA, 2020)

Vem brincar é um terror/trhiller sobrenatural com 01h 35m de duração. A aceitação de crítica do Google é de 81%. A sinopse resumida da internet diz o seguinte: “Uma família é atormentada por uma criatura que se manifesta em nosso mundo através de dispositivos eletrônicos.” É a adaptação do curta-metragem Larry (2017), de Jacob Chase. O próprio Chase dirige o longa, estrelado por Azhy Robertson (Juliet, Nua e Crua), Gillian Jacobs (Bad Milo!) e John Gallagher Jr. (Dia de Trabalho Mortal). Vem Brincar tem classificação indicativa PG-13, o que significa que você não verá mortes, sangue ou cenas de violência, mas garante alguns bons sustos… e nada além disso. 
 Trailer: https://youtu.be/bo1KpZuh2h4 

 Gostei: a ideia em si é bastante original, criança com problemas ou incompreendida + amigo sobrenatural que começa pacífico + crise familiar como pano de fundo. Não gostei: as tolas incoerências de costume, mas que na hora não atrapalham nossa imersão. Tipo: ninguém hora alguma pensa em entrar com contato com a polícia, um padre, um hacker, um sensitivo, sei lá? Porquê a cidade parece a maior parte do tempo deserta?
 Spoiler: Levou 55 minutos para o pai dele ver que a criatura era real e depois deduzir que está em outra dimensão, e como pretende atravessar pra essa. Os outros 40 minutos, são investigativos e cheios de diálogos explicativos. Prendem, mas não assustam. Infelizmente, hora alguma a criatura deslancha mesmo e mostra serviço. E eu odeio filmes que um dos personagens soluciona e narra didaticamente o que deve ser feito! (Mas é um estilo de filme, tem gente que só gosta de filme assim). Gostei, mas semana que vem, já esqueci. 

 Vamos à outros pontos mais técnicos: 

Interpretação: a mãe é sofrível no papel, o pai faz o necessário, não é um ator ruim. Todas as crianças estão ótimas. O menino supera expectativas, pois é um desafio encarar um papel de autista. Desenvolvimento dos personagens: razoável, não focam na trama do casal, mas explicam o suficiente. O pai parece tosco, mas é a personalidade dele mesmo! Não é culpa do ator não. Ideia original: não é de hoje que aparecem filmes de criaturas e entidades se comunicar atrás de aparelhos eletrônicos, mas o conjunto de toda trama envolvendo o autismo e a descrença que todos tem pelo casal e pelas crianças, deixa a gente realmente tenso. As cenas da garagem são o ponto alto do filme.
Cena final: sim, eu posto os últimos 10 minutos de todos os filmes que assisto, se não gostou, problema seu!!! Vê quem quer!!! 

DRIVE https://drive.google.com/file/d/1aD9iszZiTDT_ao8ouyV9yaN1kVHq3f4v/view?usp=drivesdk

Comentários